Cristiane Battiston é eleita presidente do Conselho do Programa Hidrológico Intergovernamental da UNESCO

A engenheira Cristiane Battiston, diretora da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), foi eleita presidente do Conselho do Programa Hidrológico Intergovernamental (PHI) da UNESCO. A eleição representa um marco histórico: pela primeira vez em 50 anos, uma mulher assume a presidência do principal programa global de cooperação científica em recursos hídricos.

O Programa Hidrológico Intergovernamental da UNESCO é uma referência mundial na produção de conhecimento, na formulação de políticas públicas e no fortalecimento da governança da água. O PHI atua junto a mais de 170 países, promovendo a integração entre ciência, gestão, educação e cooperação internacional para enfrentar desafios como as mudanças climáticas, a escassez hídrica, os eventos extremos e a segurança hídrica das populações.

Em seu pronunciamento, Cristiane Battiston destacou o compromisso com o fortalecimento da cooperação internacional e com a construção de soluções baseadas em evidências científicas, ressaltando a importância de integrar conhecimento técnico, políticas públicas e participação social.

A importância dessa eleição para o CIRAT

A eleição de Cristiane Battiston à presidência do Conselho do PHI é especialmente relevante para o CIRAT, cuja atuação está diretamente alinhada aos princípios defendidos pelo Programa Hidrológico Intergovernamental: ciência aplicada à gestão da água, cooperação internacional, justiça hídrica e fortalecimento de territórios e comunidades frente às mudanças climáticas.

O CIRAT mantém parcerias e iniciativas que dialogam com a agenda global da UNESCO, como a cooperação Sul-Sul, a participação em redes internacionais da água e o desenvolvimento de projetos voltados à segurança hídrica, alimentar e climática. O protagonismo brasileiro nesse espaço internacional reforça a importância do diálogo entre instituições públicas, centros de pesquisa e organizações da sociedade civil, ampliando oportunidades de cooperação, intercâmbio de conhecimentos e incidência política.

Além disso, a liderança feminina em um organismo internacional estratégico fortalece valores que o CIRAT defende: equidade, diversidade e democratização dos espaços de decisão, fundamentais para a construção de soluções sustentáveis e inclusivas para os desafios da água no Brasil e no mundo.

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