


AÇÕES EM CAMPO
Nosso projeto teve início em novembro de 2023 com as atividades teóricas, diagnósticos e mapeamentos necessários. Posteriormente começamos os trabalhos em campo de implementação, manejo e visitas de monitoramento. Também realizamos oficinas práticas e reuniões e avaliação.
Na linha do tempo abaixo é possível navegar pelas atividades realizadas em ordem cronológica.
LINHA DO TEMPO DO PROJETO

O Projeto CAF teve início com a assinatura do termo de parceria entre o CIRAT e a Fundação Banco do Brasil. Esse marco oficializou a cooperação institucional e garantiu as bases técnicas e financeiras para a implementação do projeto, fortalecendo o compromisso conjunto com a promoção de comunidades agroflorestais, a segurança hídrica, alimentar e climática, e o apoio direto aos agricultores e agricultoras envolvidos.

Com a parceria formalizada, o projeto avançou para a contratação da equipe técnica e administrativa, reunindo profissionais com experiência em agroecologia, gestão de projetos e trabalho comunitário. Paralelamente, foram estabelecidos arranjos institucionais e parcerias estratégicas com organizações locais e parceiros técnicos, fundamentais para garantir a execução das atividades, o diálogo com os territórios e o fortalecimento das ações do Projeto CAF.

O Projeto foi apresentado publicamente às comunidades e parceiros, marcando o início do diálogo direto com os territórios. Nesse momento, foram compartilhados os objetivos do projeto, a metodologia de trabalho e os critérios de seleção das famílias participantes, garantindo transparência, participação social e alinhamento de expectativas desde o início do processo.

Mutirão de manejo agroflorestal em SAFs já existentes, com realização de podas seletivas de árvores, roçagem e manejo de touceiras de banana. Toda a matéria orgânica gerada foi organizada e mantida sobre o solo, promovendo a ciclagem de nutrientes, a proteção do solo e o fortalecimento do sistema produtivo.

A solenização marcou o início oficial das atividades formativas do Projeto CAF, apresentando às famílias e parceiros a proposta pedagógica, o plano de trabalho e o cronograma de ações. Nesse momento, também foram firmados acordos coletivos, reforçando o compromisso mútuo, a corresponsabilidade e a construção participativa das etapas do projeto nos territórios.

Esta oficina promoveu uma reflexão aprofundada sobre a relação entre agroflorestas, sustentabilidade e saúde planetária, articulando saberes científicos e experiências práticas. Conduzida pela Professora Vera Catalão e pelo engenheiro agrônomo Luiz Carlos Pinagé, a atividade destacou o papel das comunidades agroflorestais na regeneração dos ecossistemas, na produção de alimentos saudáveis e no enfrentamento dos desafios socioambientais e climáticos.

O Curso Avançado de Sistemas Agroflorestais teve início com uma introdução aos conceitos e princípios básicos dos SAFs, abordando fundamentos ecológicos, produtivos e sociais. A atividade, conduzida por Fabiana Penereiro, apresentou as bases teóricas e práticas que orientam o desenho, a implantação e o manejo dos sistemas agroflorestais, fortalecendo o conhecimento técnico das famílias participantes.

A oficina sobre Ética do Cuidado e Cooperação promoveu reflexões sobre os valores que sustentam o trabalho coletivo nas comunidades agroflorestais. Conduzida pela professora Vera Catalão, a atividade destacou a importância do cuidado com as pessoas, com a terra e com os bens comuns, fortalecendo vínculos comunitários, a solidariedade e a cooperação como princípios fundamentais para a construção de territórios mais justos e sustentáveis.

A oficina de Manejo e Controle de Fogo e Queimadas abordou práticas de prevenção, manejo seguro e resposta a incêndios em áreas rurais e agroflorestais. Conduzida pelo Grupamento de Proteção Ambiental do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, a atividade reforçou a importância da prevenção, da atuação comunitária e do conhecimento técnico para a proteção dos territórios, das pessoas e dos ecossistemas frente aos riscos do fogo.

Esta etapa do projeto foi dedicada à construção do Plano de Renda e Sustentabilidade das Unidades Produtivas Familiares (UPFs), com foco na organização da produção e na viabilidade econômica dos sistemas agroflorestais. Conduzida por Luiz Carlos Pinagé, a atividade abordou estratégias para geração de renda, planejamento produtivo e fortalecimento da autonomia das famílias, alinhando sustentabilidade econômica, social e ambiental.

Na segunda etapa da construção dos Planos de Renda e Sustentabilidade das Unidades Produtivas Familiares (UPFs), a oficina aprofundou aspectos práticos do planejamento econômico e produtivo. A atividade foi conduzida por Armênio Brito, graduando no Curso Superior de Tecnologia em Agroecologia do Instituto Federal de Brasília – Campus Planaltina, e abordou a análise de custos, a diversificação da produção, a agregação de valor e as estratégias de comercialização, contribuindo para o fortalecimento da autonomia econômica e da sustentabilidade das famílias participantes.

Esta oficina abordou as Unidades Produtivas Familiares (UPFs) como espaços integrados de produção, modos de vida e geração de renda, valorizando práticas sustentáveis e a organização coletiva. Conduzida pelo engenheiro agrônomo Luiz Carlos Pinagé, a atividade apresentou os princípios da Certificação Orgânica Participativa, destacando seu papel no fortalecimento da agroecologia, na garantia da qualidade dos alimentos e na construção de confiança entre agricultores, consumidores e territórios.

Após a oficina inicial, as famílias participantes organizaram-se como grupo e solicitaram adesão ao OPAC Cerrado. Foi realizada a primeira apresentação formal, com coleta das assinaturas de filiação, dando início às visitas de pares e ao processo participativo de verificação para certificação orgânica. A agricultora Mariana foi a primeira integrante certificada, marcando um passo importante do grupo, com a finalização do processo em fevereiro de 2025.

A oficina de Desidratação de Frutas, Ervas, Legumes e Cogumelos abordou técnicas de beneficiamento e conservação de alimentos como estratégia de agregação de valor à produção das Unidades Produtivas Familiares (UPFs). Conduzida por Juliana Cristina de Souza, técnica em Agroindústria e consultora da empresa Cerrado Rural, a atividade destacou práticas adequadas de processamento, qualidade sanitária e ampliação das possibilidades de comercialização, fortalecendo a geração de renda e a sustentabilidade dos sistemas produtivos.

Esta atividade foi dedicada à produção de cogumelo shiitake como alternativa de diversificação produtiva e geração de renda nas Unidades Produtivas Familiares (UPFs). Pela manhã, a oficina teórica apresentou os princípios, etapas e cuidados necessários para o cultivo do shiitake. No período da tarde, foi realizada a oficina prática com a implantação de um módulo de produção em uma UPF. Conduzida pelo engenheiro agrônomo Luiz Carlos Pinagé, a atividade integrou teoria e prática, fortalecendo capacidades técnicas e a autonomia produtiva das famílias participantes.

A terceira etapa do Plano de Renda e Sustentabilidade das Unidades Produtivas Familiares (UPFs) teve como foco a utilização de planilhas eletrônicas como ferramenta de apoio à gestão produtiva e financeira. Conduzida por Armênio Britto, a oficina apresentou formas práticas de registrar custos, receitas e indicadores de produção, contribuindo para o planejamento, o controle das atividades e o fortalecimento da autonomia na gestão das UPFs.

Esta atividade abordou a criação e o fortalecimento de redes de produção como estratégia para ampliar a cooperação e a sustentabilidade das Unidades Produtivas Familiares (UPFs). No período da manhã, foi realizada a introdução ao modelo das Comunidades que Sustentam a Agricultura (CSAs), e, à tarde, o tema foi aprofundado com discussões práticas sobre organização, desafios e potencialidades. A oficina contou com a participação de Pedro Ivo, da Alternativa Terra Azul, e dos consultores Fabiano Martins e Shirleide Vasconcelos, fortalecendo o debate sobre comercialização solidária e relações de proximidade entre produtores e consumidores.

Logo após a oficina sobre Comunidade que Sustenta a Agricultura (CSA), conduzida por Pedro Ivo, desenvolveu-se um trabalho de consultoria com levantamento dos principais desafios já existentes nas CSAs da região, seguido da apresentação de possíveis soluções. Como resultado, foi criado um selo coletivo, atualmente utilizado pelos agricultores como instrumento de identidade, organização e fortalecimento das iniciativas.

O encontro foi dedicado ao Manejo Avançado de Sistemas Agroflorestais, aprofundando técnicas e estratégias para o manejo qualificado dos SAFs em diferentes estágios de desenvolvimento. A atividade foi conduzida por Fabiana Penereiro, com a participação de Rhuan Max, coordenador de agricultura do projeto, e abordou práticas de poda, condução da sucessão ecológica, aumento da produtividade e equilíbrio dos sistemas, fortalecendo a capacidade técnica das famílias para o manejo sustentável e de longo prazo das agroflorestas.

Atividades de implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs), com o plantio diversificado de espécies nativas, frutíferas, madeireiras, adubadeiras, hortaliças e plantas medicinais. A ação contribui para a recuperação ambiental, a diversificação produtiva, o fortalecimento da segurança alimentar e a construção de sistemas mais resilientes no território.

Esta formação foi voltada especificamente para jovens das comunidades, com foco em técnicas de escalada e poda em sistemas agroflorestais. Conduzida por Rhuan Max, arborista e coordenador de agricultura do projeto, a atividade combinou fundamentos de segurança, manejo adequado das árvores e práticas agroflorestais, fortalecendo a qualificação técnica, a autonomia e o protagonismo juvenil no cuidado e na condução das agroflorestas.

Esta etapa do Curso Avançado de Sistemas Agroflorestais teve como foco o planejamento estratégico dos sistemas, o escalonamento da produção e a prospecção de mercados. Conduzida por Fabiana Penereiro, a atividade abordou ferramentas para organizar a produção ao longo do tempo, alinhar oferta e demanda e identificar oportunidades de comercialização, contribuindo para o fortalecimento econômico e a sustentabilidade das Unidades Produtivas Familiares.

Entrega de desidratadoras de alimentos aos agricultores, fortalecendo o beneficiamento da produção agroecológica. A iniciativa amplia a conservação dos alimentos, reduz perdas pós-colheita, agrega valor aos produtos, diversifica a renda e contribui para a autonomia produtiva e a segurança alimentar das famílias.

Plantio agroflorestal em área de 3 hectares da CAESB, realizado no âmbito da parceria institucional voltada à recuperação ambiental e à proteção dos recursos hídricos. A ação promove a restauração ecológica da área, o fortalecimento da biodiversidade e a implantação de sistemas produtivos sustentáveis, integrando conservação ambiental e uso responsável do território.

Este marco foi dedicado à avaliação parcial do andamento do projeto, promovendo uma análise coletiva dos avanços, desafios e aprendizados acumulados até o momento. A atividade também contemplou a coleta de contribuições das famílias, equipe e parceiros para a construção participativa da proposta de continuidade do Projeto CAF – Fase II, fortalecendo o alinhamento, a transparência e o planejamento das próximas etapas.

Esta atividade promoveu o diálogo entre os princípios da Carta da Terra e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 2, 3 e 12, diretamente relacionados à sustentabilidade da agricultura e à segurança alimentar. A oficina destacou a produção de alimentos saudáveis, a promoção da saúde e o consumo responsável como pilares para o fortalecimento das Unidades Produtivas Familiares e para a construção de sistemas alimentares mais justos, resilientes e sustentáveis.

A oficina prática de manejo de toras inoculadas de shiitake aprofundou os cuidados necessários para o desenvolvimento e a produtividade do cultivo. Conduzida pelo engenheiro agrônomo Luiz Carlos Pinagé, a atividade abordou técnicas de manejo, controle de umidade, sanidade e indução da frutificação, fortalecendo o domínio prático das famílias e ampliando as possibilidades de diversificação produtiva nas Unidades Produtivas Familiares.

Realizado em parceria com o SENAR, o Curso de Introdução e Operação de Drone aconteceu entre os dias 6 e 8 de maio e teve como objetivo capacitar participantes para o uso de drones em atividades no meio rural. A formação abordou fundamentos teóricos, normas de segurança, legislação básica e operação prática dos equipamentos, ampliando as possibilidades de monitoramento, planejamento e gestão das Unidades Produtivas Familiares e dos sistemas agroflorestais.

Este momento foi dedicado ao compartilhamento dos produtos e resultados alcançados ao longo da execução do projeto com os beneficiários e parceiros. A atividade promoveu uma avaliação participativa, permitindo a troca de experiências, a reflexão coletiva sobre impactos, aprendizados e desafios, e o fortalecimento do diálogo e da corresponsabilidade entre todos os envolvidos no Projeto CAF.

O curso de aprofundamento em agricultura orgânica teve como foco o manejo da fertilidade do solo e o controle de pragas e doenças a partir de princípios agroecológicos. A formação abordou práticas que fortalecem a saúde do solo, o equilíbrio dos agroecossistemas e a prevenção de problemas fitossanitários, contribuindo para a produção de alimentos saudáveis, a redução do uso de insumos químicos e a sustentabilidade das Unidades Produtivas Familiares.

O curso abordou os princípios do manejo integrado de formigas cortadeiras, com foco em estratégias ecológicas, preventivas e de baixo impacto ambiental. Conduzida pelo engenheiro agrônomo Dalembert Jaccoud, um dos maiores especialistas brasileiros no Manejo Integrado de Formigas. A formação apresentou métodos de monitoramento, manejo do ambiente e controle integrado, contribuindo para a redução do uso de agrotóxicos e para o fortalecimento da resiliência dos sistemas agroflorestais nas Unidades Produtivas Familiares.