No último sábado, 29 de agosto, estudantes e lideranças comunitárias participantes do projeto Jardins de Águas Lindas: Resiliência e Natureza nas Periferias realizaram uma visita ao Sítio Nós na Teia, localizado na área rural de Brasília, no bairro Jardim Botânico. A atividade proporcionou uma experiência prática de aprendizado sobre sustentabilidade, permacultura e Soluções Baseadas na Natureza (SbN).
Criado em 1998 pelo bioarquiteto Sérgio Pamplona, o Sítio Nós na Teia é um espaço dedicado à experimentação e à aplicação dos princípios da permacultura. Ao longo dos anos, o local se consolidou como um laboratório vivo de práticas voltadas à sustentabilidade e à regeneração ambiental, integrando diferentes dimensões da vida cotidiana.
Durante a visita, os participantes puderam conhecer soluções relacionadas ao manejo e cuidado com a água, agricultura, reflorestamento, arquitetura e construção sustentável, educação e convivência comunitária. Mais do que apresentar técnicas isoladas, a experiência mostrou como diferentes práticas podem ser integradas para promover formas mais ecológicas e resilientes de viver e ocupar os territórios.
A visita também reforçou uma das premissas do projeto Jardins de Águas Lindas: a construção da resiliência climática passa pelo conhecimento, pela participação comunitária e pela valorização de soluções que dialogam diretamente com as características e necessidades de cada território.
As Soluções Baseadas na Natureza são estratégias que utilizam ou recuperam processos naturais para enfrentar desafios ambientais e sociais, como o manejo das águas, a redução de riscos associados a eventos extremos, a recuperação de áreas degradadas e a melhoria da qualidade de vida. No contexto de Águas Lindas de Goiás, essas soluções são trabalhadas como caminhos para fortalecer a capacidade das comunidades de responder aos impactos das mudanças climáticas.
Um laboratório vivo de sustentabilidade
A experiência no Sítio Nós na Teia permitiu aos participantes observar como diferentes práticas podem se conectar. O cuidado com a água, a produção de alimentos, a recuperação da vegetação, a construção e a arquitetura são trabalhados de forma integrada, demonstrando que a sustentabilidade depende de uma visão ampla sobre as relações entre natureza, território e sociedade.
A visita também mostrou que a construção de modos de vida mais sustentáveis não acontece de forma imediata. É resultado de um trabalho contínuo, baseado na experimentação, na aprendizagem e na adaptação às características de cada território.
Para os estudantes e lideranças comunitárias, conhecer uma experiência consolidada como a do Sítio Nós na Teia contribuiu para ampliar a compreensão sobre as possibilidades de aplicação das Soluções Baseadas na Natureza e sobre o papel das comunidades na construção de territórios mais resilientes.
Integração entre instituições e comunidade
A atividade contou com a participação de Salomão Mafaldo, representante do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), e de Daniela Nogueira, Diretora Geral do Centro Internacional de Água e Transdisciplinaridade (CIRAT), além de estudantes e lideranças comunitárias do projeto.
Durante a visita, Salomão Mafaldo destacou a importância de experiências que aproximam as comunidades de práticas concretas de sustentabilidade e de adaptação aos desafios ambientais.
A presença de representantes do poder público, da comunidade e das instituições envolvidas no projeto contribuiu para fortalecer o diálogo e a troca de conhecimentos em torno da construção de territórios mais sustentáveis e resilientes.
O projeto Jardins de Águas Lindas: Resiliência e Natureza nas Periferias busca promover justamente essa conexão entre conhecimento, participação social e soluções práticas. Por meio da implantação de Soluções Baseadas na Natureza no Parque da Barragem e de ações de formação e mobilização comunitária, o projeto trabalha para ampliar a capacidade de resposta do território aos desafios relacionados às mudanças climáticas.
A visita ao Sítio Nós na Teia representa mais um passo nesse processo, mostrando que a transformação pode começar com experiências concretas, com a troca de saberes e com a construção coletiva de novas formas de relação com a água, a natureza e o território.

















































































